23 de mar. de 2014

Eu também não sei lidar.

A linda mulher transforma-se no dragão que solta fogo pelas ventas, e o homem volta à companhia anestésica dos amigos no bar. A injustiçada vinga-se do namorado, que renunciou à liberdade do seu próprio desejo. O culpado oprime a mulher com sua própria covardia. A covarde vinga-se impondo a justiça recebida do marido ressentido que trai em nome da injustiça contra a liberdade feminina, liberdade essa que a ciumenta controla no marido que ela inveja. E o invejoso tenta destruir a indolência libertária de sua esposa consumista. Essa é a luta dos que tem os meios e as posses contra os que possuem os recursos e o trabalho. Quem ama mais contra quem cede mais, enfim, a equação não fecha!



É tudo mais ~difícil~ quando você sabe de onde vem determinados sentimentos. Mais difícil ainda quando você sabe como contê-los, mas não consegue. Esses dias eu estava muito insegura comigo mesma, em relação a trabalho, vida amorosa, entre outras coisas. Estou com muito medo de enfrentar algumas coisas, parece um retorno da Amanda que deixei em algum lugar anos atrás; Quando sou posta de frente a algo, tenho a sensação que minha mente já correu daqui, e que só meu corpo está presente. Procuro defeitos onde supostamente não existe, procuro preocupações, medos, anseios... que me embrulham o estomago e mergulho em um completo oceano sem volta.
Não sei mais como lidar com determinadas coisas, me perco nos caminhos que escolhi pra mim, apelo pra minha auto-analise, mas parecem que até as portas do meu inconsciente estão se fechando.

Você não sabe o que isso significa para mim, você não sente o que eu sinto. Sou uma boa bagunça, mas não me julgue. Eu sou uma sonhadora em busca de algo real, tenho certeza de que não sou o única e o mundo é grande demais para nós estarmos sozinho. Eu não acho que há uma regra sobre mim, meu coração é o guia para viver em liberdade. Eu posso ser o que fazer alguém sorrir; eu posso ser ousada, eu posso ser tímida, eu posso ser tudo o que eu preciso ser e eu estou sendo apenas humano.

Bem, você não vê o que eu vejo, todos nós somos muito mais; não deixe que esse buraco em sua mente faça você se sentir perdido e sem rumo. Às vezes, até eu perco a minha única esperança e eu tento perceber o que me traz aqui hoje à noite e não há nada que eu possa fazer... basta manter a respiração e ser apenas humano.

Estou muito, muito triste novamente. Há coisas tão claras diante de mim, mas que não quero enxergá-las. Há algum tempo eu vim investindo em algo que outra pessoa envolvida não fazia o mesmo. E agora, acabou. Sentirei uma tremenda falta das mensagens diárias, e de outras coisas, mas é o que aparentemente seja o certo a fazer.

Algumas vezes é preciso silenciar, sair de cena e esperar que a sabedoria do tempo termine o espetáculo.

:( 

24 de fev. de 2014

1Q84 (livro 1)



Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas, na verdade, isso não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. Basta dizer que, em algum ponto do tempo, eu me erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível. Sua alma estará em meus braços... 




Sem querer me indicaram esse livro, e posso dizer que foi um dos melhores que já li. 1Q84 trata-se de uma trilogia, no qual se narra histórias que ao longo do tempo irão se cruzando. Aomame, uma mulher que esconde a profissão misteriosa, em uma tarde no início de abril, está parada em um táxi, em meio ao trânsito de uma via expressa de Tóquio e logo no primeiro capítulo há uma menção a Janáček. Temendo não chegar a tempo para que possa resolver algo relacionado a seu trabalho, Aomame se ver diante da seguinte opção: descer do veículo e seguir por uma escada de emergência em plena avenida. A música provocava em Aomame um estranha sensação, como se seu corpo estivesse sendo espremido de maneira lenta e firme, e logo após descer a escada e seguir seu caminho, ela observa aos poucos que certos aspectos da realidade se tornaram diferentes. Murakami narra sua obra de maneira técnica, deliciosa, clara e simples, mas não de um modo depreciativo. É apenas uma atitude evidente de quem sabe o que quer dizer e como dizer sem perder seu caráter lírico. A explosão de emoções é encontrada em cada parágrafo, às vezes explícito, mas, em sua maioria, nas entrelinhas. É como se ele deixasse aberto ao leitor a opção de escolher entre ler a história ou vivenciá-la ao máximo.


Quando se faz algo incomum, as cenas cotidianas se tornam... digamos que se tornam ligeiramente diferentes do normal. Isso já aconteceu comigo. Mas não se deixe enganar pelas aparências. A realidade é sempre única. 

Nem sempre o que chama a atenção e atraia as pessoas é o fato de a fisionomia ser bela ou feia, mas a naturalidade e o refinamento com que a pessoa sabe se expressar.


Em paralelo, o professor de matemática e escritor Tengo, juntamente com Komatsu, se envolve em um projeto de refazer um romance escrito por uma jovem de 17 anos chamada Fukaeri, onde o enredo em si é fantasioso, mas os detalhes são descritos de maneira extremamente objetiva e enigmática. Sendo assim, eles tinham um lema em mente: bem ou mal, existem coisas que acontecem por motivações que vão além daquelas que o dinheiro traz. As duas histórias se alternam, e a medida que isso vai acontecendo, Aomame percebe que a realidade está diferente. Ela se dá conta que, ao descer da escada de emergência da via expressa, agora habita um  mundo distinto e que ela o batiza de 1Q84. Enquanto isso, Tengo, ao refazer o enigmático romance de Fukaeri, nota estranhas semelhanças entre essa ficção fantasiosa e a realidade, além de perceber que parece correr algum tipo de perigo quando se vê envolvido com uma misteriosa seita.

No passado, a feitiçaria tinha uma finalidade muito importante na comunicação. Sua função era a de encobrir e ocultar as falhas e as contradições existentes no sistema social. Devia ser uma época muito divertida. 

Primeiramente, é difícil identificar a relação entre as histórias deles, mas, aos poucos, bem sutilmente, Murakami vai nos mostrando; expandindo a história, à medida em que vamos conhecendo Tengo e Aomane. As semelhanças deixam de ser meras coincidências. 

Apesar de sua consciência, aqui e agora, estar conectada ao mundo anterior, as mudanças dos eventos ainda eram bem restritas. Grande parte dos acontecimentos deste novo mundo ainda não havia migrado para o mundo que ela até então conhecia. 

1Q84 é um livro interessantíssimo e o leitor tem que prestar atenção aos detalhes. Não há informação desnecessária no livro. De alguma forma, tudo acaba se interligando: pessoas, lugares, fatos, ideologias. É interessante ver como o autor aborda esse último item. Sensatamente, ele expõe opiniões diversas (algumas tabus em nossa sociedade) sem rodeios – um convite a pensarmos sobre certas questões.

O futuro algum dia se torna presente, e o presente rapidamente se torna passado. No romance, Orwell descreve queno futuro a sociedade será sombria, dominada pelo totalitarismo.



Ps.: Estou lendo o livro 2, e cada dia mais presa a história. 


18 de fev. de 2014

Agora pare!



Vivemos em uma sociedade rápida, urgente e ansiosa. As pessoas raramente contemplam as flores nas praças ou se sentam para dialogar sobre seu dia, ou seus anseios. O mal do século não é a depressão. O mal do século é o fato de estarmos sempre pensando, pensando, pensando aceleradamente. Não estou dizendo que pensar é ruim. Pensar é bom, pensar com lucidez é ótimo, porém o problema está em pensar demais. Pensar demais é uma bomba contra o prazer de viver e a criatividade. É preciso desacelerar. Sim, de-sa-ce-le-rar. Se não foi assim, todos nós vamos adoecer coletivamente. 
Muitas pessoas que se dizem "estritamente profissional" ou eficientes e responsáveis, são irresponsáveis perante sua saúde emocional. Nunca desligam! Não se deleitam com seu exito. ou seja, quanto maior for seu retorno financeiro, mais elas querem trabalhar. Acontece que quando alcançam o pódio, sua alegria dura pouco, mergulhando em outra jornada e sentindo tédio se a colocarmos numa varanda para contemplar algo por algumas horas. Não conseguem desacelerar. 
Pessoas assim não sabem o real significado da palavra "férias". Férias pra valer, significa limpar a mente, tranquilizar a emoção, ter doses elevadas de prazer, sono, reposição de energia e descanso. O dinheiro compra bajuladores, mas não amigos; compra a cama, mas não o sono; compra pacotes turísticos, mas não a alegria; compra qualquer tipo de produto, mas não uma mente livre; compra seguros, mas não o seguro emocional. 
Eu mesma já viajei pra outros países, e me sentia extremamente triste devido coisas que me aconteceram. Foi como se eu não tivesse viajado àquele lugar, e lembrar disso me deixa com uma raiva imensurável. Imaginar o quanto eu podia ter aproveitado, e ao invés disso ter ficado dormindo ou choramingando no hotel. Portanto, independente de qualquer coisa, tire ''férias''. É essencial. 
Penso que quanto mais difícil o dever a ser cumprido ou maior o objetivo a ser almejado, mais gloriosa será a recompensa. O prazer é algo que, quando se é jovem, deve se ter, e muito. Até a mais completa satisfação, pois quando estiver velho(a) e não puder mais senti-lo, serão essas lembranças que aquecerão seu corpo. Me pergunto o que significa conquistar a liberdade, e se isso não seria o mesmo que escapar habilmente de uma jaula para cair numa outra ainda maior. 
Freud discorreu sobre o princípio do prazer como mola mestra da movimentação do psiquismo. Dos bebês aos idosos, todos são famintos de prazer, mas a maior fonte de prazer é ou deveria ser o fenômeno do autofluxo. Quando essa fonte falha, as consequências são sérias, e um estado de infelicidade inexplicável surge no cenário psicológico. Várias pessoas vivem prometendo para si e para todos que vão mudar, que serão mais pacientes, seguras, proativas, generosas, afetivas e autocontroladas. Algumas choram e entram em desespero, mas continuam as mesmas. Essas pessoas precisam apenas entender que a maturidade não exige que sejamos heróis, mas seres humanos com uma humildade inteligente, capazes de reconhecer nossa pequenez e imaturidade. 
Para amenizar o ''mal'' que há em cada um de nós, é preciso velejar para dentro de nós mesmos, reconhecer nossas fragilidades, admitir nossas loucuras, corrigir rotas e nos educar para sermos autores da nossa própria história. E infelizmente ninguém pode fazer isso por mim ou por você, só você mesmo. E não traia o que você tem de melhor!



"Uma vez, há muito tempo, nos pés de uma grande montanha, havia uma cidade onde o povo feliz morava. Sua própria existência era um mistério para o resto da Humanidade. Obscurecidos por enormes nuvens eles levavam suas vidas pacíficas inocentes dos barulhos, excessos e da violência que estava crescendo mundo a fora. Viver em harmonia com o espírito da montanha era suficiente. Então um dia o povo estranho chegou á cidade. Eles vieram camuflados, escondidos atrás de óculos escuros. Mas ninguém os percebeu: eles viam apenas sombras. Você vê, sem a verdade dos olhos. O povo feliz era cego. Com o tempo, povo estranho encontrou seu caminho nas mais longes dependências da montanha, e foi aí que encontraram as cavernas de inimaginável sinceridade e beleza. Por sorte, eles tropeçaram no lugar onde todas as boas almas vão descansar. Os estranhos, guardaram suas jóias nessas cavernas acima de todas as coisas, e depois eles começaram a garimpar na montanha. Foi a riqueza que estimulou o caos do seu próprio mundo. Entretanto, abaixo na cidade, os felizes dormiam. Inquietamente seus sonhos foram invadidos por figuras sombrias fora de suas almas. A cada dia, pessoas acordariam e subiriam a montanha. Por que isso estava trazendo as trevas na vida deles? E a cada vez que os estranhos garimpavam mais e mais fundo na Montanha, buracos começaram a aparecer, trazendo com eles um frio e amargo vento que congelou as suas almas. Pela primeira vez, os felizes sentiram temor por eles saberem que mais tarde o macaco logo acordaria de seu sono fundo. E então veio um som. Distante primeiramente, isso cresceu uma catástrofe tão imensa que podia ser ouvida distante no espaço. Não haviam mais gritos. Não havia mais tempo. A montanha tinha acordado. Havia apenas fogo. E depois, nada."

7 de fev. de 2014

Quem sabe?

Primeiro procuro escrever, pra que posteriormente possa pensar no titulo de alguma coisa. É difícil, ao menos pra mim, manter ou até mesmo não fugir um pouco que seja da ''linha'' do meu título. Na verdade, estou voltando a escrever, encorajada por muitos, por mim, e por um até então dom ou talento que tenho desde as competições de redação da minha escola. 
Acho que pra gostar de escrever, você não precisa necessariamente gostar de ler; e pra gostar de ler, você não precisa ser amante da escrita. Sou amante das duas coisas, e desde minha ultima postagem, o que não significa dizer que abandonei meu blog, andei lendo, escrevendo, e crescendo em diversos aspectos e sobre diversos aspectos da minha vida. 
Chegar a um ponto onde você deseja compartilhar com o publico suas experiências, seus fracassos, seus sucessos, seus namorados, enfim, sua vida, é conseguir até mesmo um amadurecimento ou uma forma de se libertar de alguns medos e aflições que você não escolhe tê-los. Ou seja, que a vida simplesmente te coloca de frente pra eles. 
Eu ainda hoje, não sei se alguém ler, ou se até mesmo meu blog é acessado diariamente, ou se alguém realmente se interessa no que tenho pra compartilhar, apesar de ter uma ferramenta pra isso. Minhas vivências podem até ser a mesma de alguém, mas ao mesmo tempo se tornam únicas, e incomum. 
Muita coisa, mas muita coisa aconteceu desde 2010 até hoje, e espero que ainda aconteça. Eu me formei, me especializei, morei em São Paulo, me decepcionei, trabalhei muito, fui aprovada em mestrado fora do país, perdi pessoas queridas, me apaixonei sem querer, pessoas entraram na minha vida, fiz planos que não deram certo. Mas tudo isso, todo esse ciclo está e foi o suficiente pra me fazer voltar a escrever, pra me encorajar, e amadurecer mais ainda a vontade que tenho de um dia escrever um livro, porém, não sobre minha vida. 
Chegando aos 26 anos: as coisas não são o que aparentam ser. As cenas cotidianas estão diferentes, e a realidade, única. No som: Mutantes-Desanuviar. Voltando a escrever ou quem sabe, parando definitivamente. 


29 de jan. de 2012

2012, Ola.

Nossa!

Redescobri o meu blog, mas pra quem ler? Não interessa, eu gosto tanto de escrever. Escrever cartas, tweets, sms's, entre outras coisas. Escrever é mágico e ler também. Não sou profissional, não escrevo novelas, muito menos livros (embora quando criança essa idéia ter passado por minha cabeça sonhadora). Acho que não há nada de tradicional, correto, consistente, verdadeiro ou duradouro aqui.

As postagens passadas fizeram renascer tanta coisa na minha memória. Coisas que eu achava ter ido direto pra minha memória de curto prazo, mas não... estavam camufladas em duas dimensões - mente&computador. Muita coisa aconteceu desde que parei de postar, na realidade não sei o motivo de ter parado, mas com certeza a falta de ''acontecimentos'' ruins ou bons pode ter sido algo relevante. Não que minha vida tenha estacionado, acho que até evoluiu e muito, teve seus pontos positivos, mas teve os negativos em maior proporção.

Continuo reclamando demais, negativa demais, legal até demais, transbordando no quesito sociável, e... CONFUSA! Assim como são as postagens, são as criaturas, não? Pra fazer jus, até onde lembro tive um 2010 terrível que se prolongou até o ultimo dia de 2011. Indignada com injustiças, intoleranças, fracassos, namorados, amigos, pais, vida, e por fim... comigo mesma. Portanto, nesse 2012 "decidi fazer algo diferente". Decidi ir pra Espanha(mentira).... decidi começar ele em casa, nada de tradicionalidade, nada de branco, nada de vermelho, amarelo, azul, no inicio do ano.

Me perguntei e perguntei aos outros o porque do capitalismo em torno do "ano novo". A Globo adora o marketing em torno disso, mas não vem ao caso. Li um texto de Drummond, em que ele diz:
"Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente".
A partir disso, eu percebi que fazer planos é uma roubada. A idéia que é vendida "todos nossos sonhos, serão verdades, o futuro ja começou", não existe! Nem todos nossos sonhos serão verdades, a palavra "fracasso" existe, existe pra decepcionar e fazer com que os espertos saibam a administrar a vida de maneira natural.

Sim, estou sem planos. O ano começou bem, mas com suas lacunas, com deus desafios, e com suas surpresas.

Adiós!


16 de jan. de 2011

Insanity it seem

 

I have burned my tomorrowAnd I stand inside todayAt the edge of the futureAnd my dreams all fade away
And burn my shadow away



where I go I just don't know, I got to got to gotta take it slow. When I find my peace of mind, I'm gonna give you some of my good time. Where I go I just don't know, I might end up somewhere in Mexico. When I find my piece of mind... I'm gonna keep you for the end of time.

Get Real.

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. 

Doze meses dão pra qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. 


Bem... entusiasmos de dezembro à parte, eu diria que é impossível que num curto prazo de 12 meses, tudo se realize. Seria pedir demais ao destino.

É dentro de você que o ano novo cochila e espera desde sempre.

5 de dez. de 2010


Será apresentado resumidamente uma visão panorâmica e critica da psicologia contemporânea. Recentemente, começaram a ser elaborados os primeiro objetos de psicologia como ciência independente, só a partir da segunda metade do século XIX surgiram homens que pretendiam reservar aos estudos psicológicos um território próprio. Para criar uma nova ciência é preciso mostrar que ela tem um objeto próprio e métodos adequados ao estudo de um objeto próprio capaz de firma-se como uma ciência independentes das outras áreas do saber.
Na Idade moderna, físicos, anatomistas, médicos trataram de diversos aspectos dos comportamentos involuntários e voluntários do homem, começaram então, a se constituir as ciências da sociedade tratando das suas ações e das suas obras mais importantes para a sociedade.
A situação da psicologia cientifica por um lado reivindica um lugar à parte entre as ciências e por outro, não conseguiu se desenvolver sem estabelecer relações cada vez mais estreitas com as ciências biológicas e com as da sociedade. Isso justifica a posição de Comte de que não há lugar pra uma psicologia independente.
Para que exista um interesse em conhecer cientificamente o “psicológico” é necessário uma experiência muito clara da subjetividade privatizada e também da crise dessa subjetividade. A privatização esta relacionada a um desejo de sermos livres para decidir nosso destino e essa experiência de sermos sujeitos capazes de decisões, sentimentos e emoções só se desenvolve, se aprofunda e se difunde amplamente em uma sociedade com determinadas características.
A partir dessa experiência da subjetividade privatizada surgem questões como: quem sou eu, como sinto, o que desejo, o que considero justo e adequado?. O homem descobre portanto, que é capaz de tomar suas próprias decisões e que é responsável por elas, tendo como conseqüência o desenvolvimento da reflexão moral e do sentido da tragédia. É também numa situação como esta que os homens são levados a se questionar acerca de que é certo e do que é errado e a procurar na sua própria consciência uma resposta para essa questão.
O renascimento foi uma período muito rico em variedade de formas e experiências e de produção intensa de conhecimento. O homem viu-se obrigado a escolher seus caminhos e arcar comas conseqüências de suas opções, sendo assim, houve uma valorização cada vez maior o do homem, que passou a ser pensado como centro do mundo e o mundo passou a ser considerado cada vez menos como sagrado e mais como objeto de uso. Por conseqüência dessa grande valorização e confiança no homem, nasceu o humanismo moderno.
Os estudo sobre a modernidade costuma identificar como seu ponto de partida o pensamento de Descartes, o fundador do racionalismo moderno. Descartes pretende estabelecer as condições de possibilidade para que obtenhamos um conhecimento seguro da verdade, portanto, somente idéias absolutamente claras e distintas poderiam ser consideradas verdadeiras e servir de base para a filosofia e as ciências. 
Francis Bacon, pode ser considerado como o fundador do moderno empirismo, a diferença entre Bacon e Descartes era que para Bacon a razão deixada em total liberdade pode-se tornar tão especulativa e delirante que nada do que produza seja digno de credito. Hume, chega a negar que o “eu” seja algo estável e substancial que permaneça idêntico a si mesmo ao longo da diversidade de suas experiências. Kant, procura opor-se a essa formulações tão radicais, mas aceita a problematização da crença em conhecimentos absolutos.
O século XVIII trouxe outras formas de critica às pretensões do “eu”, da razão universal e do Método. O romantismo nasceu no final do século XVIII como uma crítica ao iluminismo, ou seja, à idéia cartesiana de que o homem é essencialmente um ser racional é contraposta a idéia de que o homem é um ser passional e sensível. Assim, o romantismo é um momento essencial na crise do sujeito moderno pela destituição do “eu” de seu lugar privilegiado de senhor soberano, por outro lado, o romantismo traz a experiência de que o homem possui níveis de profundidade que ele mesmo desconhece, havendo uma grande valorização de individualidade e da intimidade.
Nos séculos XVIII e XIX a ideologia liberal iluminista e o romantismo se tornaram duas formas de pensamento que refletem muito as experiências da subjetividade privatizada numa sociedade em desenvolvimento. Tanto na Ideologia Liberal como no romantismo se expressam os problemas da experiência subjetiva privatizada: segundo a ideologia liberal, todos são iguais, mas tem interesses próprios; segundo o Romantismo, cada um é diferente mas sente saudade do tempo em que todos viviam comunitariamente e espera pelo retorno desse tempo.
Quando a subjetividade privatizada entra em crise descobre-se que a liberdade e a diferença são, em grande medida, ilusões, quando se descobre a presença forte, mas sempre disfarçada, das disciplinas em todas as esferas da vida, inclusive nas mais intimas e profundas. Os interesses particulares levam a conflitos e quando os homens passam pelas experiências de uma subjetividade privatizada e ao mesmo tempo percebem que não são tão livres e tão singulares quanto imaginavam, ficam perplexos.
Será mencionado agora alguns dos projetos de psicologia como ciência independente. A começar com Wundt, a psicologia para ele era uma ciência intermediaria entre as ciências da natureza e as ciências da cultura, o objetivo da psicologia é, para Wundt, a experiência imediata dos sujeitos. A dificuldade de Wundt era a de entender como mente e corpo se ligavam uma à outra em uma unidade psicofísica – o homem. Sendo assim, ele acaba criando duas psicologias: a psicologia fisiológica experimental e a psicologia social ou “dos povos”, cuja preocupação é exatamente a de estudar os processos criativos em que a causalidade psíquica aparece com mais força.
Depois de Wundt inúmeros autores tentaram colocar a psicologia no campo apenas das ciências naturais. Titchener redefine a psicologia como sendo a experiência dependente de um sujeito. Tichener não nega a existência da mente, mas esta perde sua autonomia: depende sempre e se explica completamente em termos do sistema nervoso; também defende a posição denominada paralelismo psicofísico, em que os atos mentais ocorrem lado a lado a processos psicofisiológicos.
Em oposição à psicologia ticheriana, surgiu nos EUA o movimento da psicologia funcional definindo a psicologia como uma ciência biológica interessada em estudar processos, operações e atos psíquicos como formas de interação adaptativa. Para os psicólogos funcionalistas, o objeto da psicologia são esses processos e operações mentais, mas o estudo cientifico desses processos exige uma diversidade de métodos. Em compensação, se os processos e operações mentais expressam em comportamentos e estes são facilmente observáveis, pode-se estudar indiretamente a mente a partir dos comportamentos adaptativos.
No começo do século XX nasce um outro projeto de psicologia cientifica: o comportamentalismo. Segundo esse projeto, o objeto da psicologia cientifica já não é a mente e sim, o próprio comportamento e suas interações com o ambiente. O método deve ser o de qualquer ciência: observação e experimentação, mas sempre envolvendo comportamentos publicamente observáveis e evitando a auto-observação.
O comportamentalismo foi criado com base em muitas das posições defendidas por aquelas mesma correntes que, de uma certa forma, criaram as condições favoráveis para seu desenvolvimento. Com o comportamentalismo, os estudos psicológicos a experiência imediata não era mais considerada. Nessa medida, o sujeito do comportamento não é um sujeito que sente, pensa, decide, deseja, e é responsável por seus atos: é apenas um organismo.
O comportamentalismo watsoriano interessa-se exclusivamente pelo comportamento observável, com o objetivo muito prático de prevê-lo e controla-lo de forma mais eficaz. Ainda no começo do século XX surgiu outro projeto de psicologia cientifica e denominou-se psicologia da gestalt. Os gestaltistas partiam da experiência imediata e adotavam, como procedimento para captação da experiência tal como se dava ao sujeito, o método fenomenológico.
Skinner desenvolve um novo projeto de psicologia cientifica. Embora se trate de um comportamentalismo, o projeto de Skinner afasta-se imensamente do de Watson, sendo um erro absurdo reuni-los numa mesma analise. Skinner torna-se importante para a psicologia quando se põe a falar da subjetividade: do mundo privado das sensações, dos pensamentos, das imagens, etc. Skinner não rejeita a experiência imediata, mas trata de entender sua gênese e sua natureza. O projeto de psicologia skinneriano pode ser, então, caracterizado como o do reconhecimento e critica da noção de experiência imediata a partir de um ponto de vista social.
A perspectiva de estudar a gênese do sujeito, levando em consideração sua experiência imediata, une Piaget e Freud. Ambos partem em suas teorizações de certos pressupostos biológicos, mas em nenhum dos casos a experiência imediata dos sujeitos é reduzida a seus condicionantes naturais. Piaget, estuda o desenvolvimento das funções cognitivas, ele observa o comportamento de crianças e pede a elas que descrevam o que estão fazendo; pede, também que justifiquem o que e como estão fazendo. Seu objetivo é, antes de tudo, tentar entender a experiência imediata das crianças, como elas vivem, percebem e pensam sobre o mundo.
Enfim, a psicologia esta hoje, como desde o inicio, dividida entre diferentes linhas de pensamento. As psicologias convertem-se quase sempre numa visão de mundo altamente subjetivista e individualista. Com isso, as teorias psicológicas que não se restringem à experiência imediata da subjetividade individualizada tem se tornado uma forma de manter a ilusão da liberdade e da singularidade de cada um, em vez de compreender e explicar o que há de ilusório nessas idéias.


 

28 de out. de 2010

Transtorno Obsessivo – Compulsivo


O aspecto essencial desse transtorno são pensamentos obsessivos (idéias, imagens ou impulsos que entram na mente do individuo repetidamente de uma forma estereotipada) ou compulsivos recorrentes(comportamentos estereotipados que se repetem muitas vezes) e o paciente usualmente tenta, sem sucesso, resistir-lhes. Sintomas autônomos de ansiedade estão muitas vezes presentes, porém sentimentos angustiantes de tensão interna ou psíquica sem excitação autônoma óbvia são comuns. Indivíduos com transtorno obsessivo-compulsivo frequentemente tem sintomas depressivos e pacientes sofrendo de transtorno depressivo recorrente podem desenvolver pensamentos obsessivos durante seus episódios de depressão. Transtorno obsessivo-compulsivo é igualmente comum em homens e mulheres e frequentemente há aspectos anancásticos proeminentes na personalidade de base. Para um diagnóstico definitivo, sintomas obsessivos, atos compulsivos ou ambos devem estar presentes na maioria dos dias por pelo menos duas semanas consecutivas. Os sintomas obsessivos devem ter as seguintes características:
·        Pensamentos ou impulsos do próprio individuo;
·        Deve haver um pensamento ou ato que é ainda resistido, sem sucesso;
·        O pensamento de execução do ato não deve ser em si prazeroso;
·        Os pensamentos, imagens ou impulsos devem ser desagradavelmente repetitivos.
Em suma, ao invés de “soltar-se” e serem espontâneos em seus relacionamentos pessoais, tais indivíduos vivem por trás de uma barragem onde tudo é controlado e emocionalmente pouco modulado. As pessoas com o transtorno de personalidade obsessivo-compulsivo não são particularmente felizes; elas não reservam tempo para prazer ou relaxamento e estão constantemente se preocupando sobre perder algum detalhe e falhar.

Exemplo: Um homem de meia-idade é atormentado pela idéia de que pode ferir outras pessoas por negligência. Não consegue sair de casa sem antes passar por um longo ritual de verificação, onde se certifica diversas vezes de que os bicos de gás do fogão e as torneiras estão fechados.

29 de set. de 2010

Güç İstenc

When he looked into her dark eyes, and saw that her lips were poised between a laugh and silence, he learned the most important part of the language that all the world spoke - the language that everyone on earth was capable of understanding in their heart. It was love. Something older than humanity, more ancient than the desert. Something that exerted the same force wherever two pairs of eyes met, as had theirs here at the well. She smiled, and that was certainly an omen - the omen he had been awaiting, without even knowing he was, for all his life. The omen he had sought to find with his sheep and in his books, in the crystals and in the silence of the desert. It was the pure Language of the World. It required no explanation, just as the universe needs none as it travels through endless time. What the boy felt at that moment was that he was in the presence of the only woman in his life, and that, with no need for words, she recognized the same thing. He was more certain of it than of anything in the world. He had been told by his parents and grandparents that he must fall in love and really know a person before becoming committed. But maybe people who felt that way had never learned the uninversal language. Because, when you know that language, it’s easy to understand that someone in this world awaits you, whether it’s in the middle of the desert or in some great city. And when two such people encounter each other, and their eyes meet, the past and the future become unimportant. There is only that moment, and the incredibly certainty that everything under the sun has been written by one hand only. It is the hand that evokes love, and creates a twin soul for every person in the world. Without such love, one’s dreams would have no meaning.

11 de set. de 2010

and after all...

Talvez fosse melhor não ter a tranqüilidade de saber que as coisas ficam bem no final. Porque elas ficam, você sabe. Mas, às vezes, saber disso nos torna preguiçosos, nos tira o esforço de contribuir com essa melhora. E é tão difícil pensar de uma maneira diferente da maioria das pessoas, é tão difícil fazê-las acreditar que dar importância a coisas diferentes não significa não dar importância a nada. É que realmente o que importa pra mim não é impressionar, não é conquistar mais do que os outros. É simplesmente conquistar tudo o que eu preciso para ser feliz, ponto. Gosto do que gosto, do que me faz bem, sou feliz quando rodeada de pessoas queridas, quando não preciso explicar aos outros que realmente pouco me importa o que eles tanto prezam. Tenho tanto medo de me deixar conquistar por esse sonho médio imposto por sei-lá-quem, que às vezes penso que todo esse descaso seja só uma maneira de provar para mim que isto não vai acontecer. Esta minha falta de ambição deve realmente assustar muito as pessoas que se importam comigo e também com coisas que não me importam tanto assim. Talvez meus valores estejam deturpados... Ou talvez seja o contrário. Como saber? Não se sabe.
Antes, eu diria que é no medo de perder que eu perco. Hoje, digo que é no medo de perder que eu descubro que não tenho! Mas eu oscilo entre opostos, um dia você percebe... Auto-suficiência foi algo inventado, não vê? Ao perceber que não tenho, nada tenho a perder. E eu? Eu me dei. Agora posso parecer dependente, e depois... 


"Como aqueles que, no convento, varrem o chão e lavam a roupa, servindo sem a glória de função maior, meu trabalho é o de viver os meus prazeres e as minhas dores. É necessário que eu tenha a modéstia de viver." (Clarice Lispector - O ovo e a galinha)

8 de set. de 2010

Lived, understood and disappointing.

Everything is more complicated than you think. You only see a tenth of what is true. There are a million little strings attached to every choice you make; you can destroy your life every time you choose. But maybe you won’t know for twenty years. And you may never ever trace it to its source. And you only get one chance to play it out. Just try and figure out your own divorce. And they say there is no fate, but there is: it’s what you create. And even though the world goes on for eons and eons, you are only here for a fraction of a fraction of a second. Most of your time is spent being dead or not yet born. But while alive, you wait in vain, wasting years, for a phone call or a letter or a look from someone or something to make it all right. And it never comes or it seems to but it doesn’t really. And so you spend your time in vague regret or vaguer hope that something good will come along. Something to make you feel connected, something to make you feel whole, something to make you feel loved. And the truth is I feel so angry, and the truth is I feel so fucking sad, and the truth is I’ve felt so fucking hurt for so fucking long and for just as long I’ve been pretending I’m OK, just to get along, just for, I don’t know why, maybe because no one wants to hear about my misery, because they have their own. Well, fuck everybody. Amen.



23 de ago. de 2010

Desire.



I was always bursting with vanity. I, I, I, is the refrain of my whole life, which could be heard in everything I said…It is quite true that I always lived free and powerful. I simply felt released in regard to all for the excellent reason that I recognized no equals. I always considered myself more intelligent than everyone else, as I’ve told you but also more sensitive and skillful.

Of course, true love is exceptional - two or three times a century, more or less. The rest of the time there is vanity or boredom.

Yes, I was bursting with a longing to be immortal. I was too much in love with myself not to want the precious object of my love never to disappear…true debauchery is liberating because it creates no obligations. In it you posses only yourself, hence it remains the favorite past-time of the greatest lovers of their own person…There is nothing frenzied about debauchery…it is but a long sleep.

14 de ago. de 2010

Sometimes...



Sometimes, there are things in our life that aren’t meant to stay. Sometimes, change may not be what we want. Sometimes, change is exactly what we need. And sometimes, saying goodbye is the hardest thing you think you’ll never have to do, but sometimes, saying hello again is the thing that breaks you down and makes you more vulnerable than you ever though possible. Sometimes, change is too much to bear. But most of the time, change is the only thing saving your life.

''I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star in somebody else's sky, but why, why, why can't it be, can't it be mine??''

13 de ago. de 2010

Nec plus ultra

O tempo não passa de uma ilusão. Einstein nos disse. O que os físicos quanticos e Einstein afirmam é que tudo esta acontecendo simultaneamente. Se você entender que não existe tempo e aceitar esse conceito, verá que tudo o que possa vir a querer no futuro já existe. 
Não há tempo e não há tamanho para o Universo. 

"Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de abraçar e tempo de afastar-se; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz." (Eclesiastes)

Newton propõe uma doutrina condensada em duas proposições: 1) há um tempo real, absoluto e matemático, que se escoa uniformemente em virtude de sua própria natureza, independentemente de qualquer circunstância exterior; 2) há um espaço absoluto, que permanece sempre o mesmo, em virtude de sua própria natureza, independentemente de circunstâncias exteriores, e imóvel. 

Quando Einstein publicou a Teoria da Relatividade, sua noção filosófica era: tudo, sob certos aspectos, é relativo. Seu ponto de partida era não considerar o tempo e o espaço como absolutos, como ele mesmo escreveu '' a separação do tempo e do espaço é uma teoria ilusória, pois eles se interpenetram''. Isolar esses dois elementos é como mutilar o pensamento, pois tempo e espaço não se separam, eles são relativos, se unem dando origem a uma quarta dimensão do mundo. 

Ora, se o tempo  é relativo, os acontecimentos podem ser denominados simultâneos, e como cada observador tem seu próprio tempo, dois acontecimentos que, ocorridos em lugares diversos, são simultâneos para um observador, não são para outro. Tudo depende do observador, a ordem temporal dos acontecimentos depende parcialmente do observador, não é sempre uma ordenação intrínseca dos acontecimentos.

O tempo cósmico e universal, que eram considerados como certos, não é mais admissível. Para cada corpo existe uma ordenação temporal definida pelos acontecimentos ao seu redor. Nossa própria exeperiência, é governada pelo tempo de nosso corpo. Como permanecemos aproximadamente em repouso sobre a Terra, os tempos próprios, dos diferentes seres humanos podem ser considerados como o tempo terrestre.     
 

8 de ago. de 2010

I can swim, let's dive again.


"Eu poderia morrer, mas eu poderia mentir. Eu não posso lidar com o que está em sua mente, enfim, eu estou cansada e me sinto preguiçosa. Você sabe que nós dois estamos perdidos no labirinto, você está triste, estou tão confusa..." 

28 de fev. de 2010

Poverty


No inicio do século XX surgiram diversas representações da pobreza na sociedade brasileira. Em conseqüência disso quem não possuía um emprego era automaticamente titulado como “vagabundo”, preguiçoso ou vadio.

Com o passar dos anos o número de desempregados aumentou e isso não passou a ser apenas uma questão individual e sim estrutural. O crescimento acelerado das grandes cidades deu origem à formação de periferias, onde o “pobre” passa a ser identificado como o morador desta e alvo de várias críticas da sociedade.
Surgem, portanto, as políticas públicas para que se possa compreender os acontecimentos vividos por famílias pobres e quais efeitos suas condições de vida representam sobre a sociedade. E a partir disso, pode-se chegar à conclusão de que a pobreza é composta por uma categoria relativa e multidimensional.
Em Teresina, a história dos pobres está ligada ao novo padrão exigido pela cidade no começo dos anos 80. A medida que conquistam seu próprio espaço e abandonam o nomadismo, ocorre um aumento progressivo das favelas e vilas tornando sua presença ainda mais intensa pelo fato de se instalarem em lugares precários e de bastante risco.
Mesmo sendo vulneráveis a essas condições precárias, a elaboração de uma favela dá origem a territorialização, dando uma oportunidade para que os moradores possam ter total direito sobre aquele lugar, como por exemplo, o Parque Universitário.
A importância da família faz com que os pobres vivam verdadeiramente, é na família que está a base de tudo, inclusive de sobrevivência. Na família há uma tradição patriarcal constituída por um valor de moral e conduta, com o objetivo de uma melhor organização para se preservarem contra os efeitos de suas condições precárias.
Relacionando o trabalho e a família, o papel do marido ainda é de um valor moral representado dentro e fora da casa. Já o da esposa é coordenar o trabalho doméstico e a educação dos filhos. O emprego leva a autovalorização, amor próprio e dignidade, mas como na maioria das situações a falta dele traz o afastamento do ‘’status’’ social exigido pela sociedade, comprometendo assim a sobrevivência e a auto-etima.
A pobreza passa a fazer com que os pobres procurem o sentido de suas vidas lutando por novos caminhos e sonhos, podendo assim transformar obstáculos em superação.
A meta dessas pessoas sempre será ‘’mudar de vida’’, para que possam desfrutar de uma condição estável para com a sociedade, porque mais que qualquer coisas eles também querem ser reconhecidos como cidadãos.  
No inicio do século XX surgiram diversas representações da pobreza na sociedade brasileira. Em conseqüência disso quem não possuía um emprego era automaticamente titulado como “vagabundo”, preguiçoso ou vadio.
Com o passar dos anos o numero de desempregados aumentou e isso não passou a ser apenas uma questão individual e sim estrutural. O crescimento acelerado das grandes cidades deu origem à formação de periferias, onde o “pobre” passa a ser identificado como o morador desta e alvo de várias críticas da sociedade.
Surgem, portanto, as políticas públicas para que se possa compreender os acontecimentos vividos por famílias pobres e quais efeitos suas condições de vida representam sobre a sociedade. E a partir disso, pode-se chegar à conclusão de que a pobreza é composta por uma categoria relativa e multidimensional.
Em Teresina, a história dos pobres está ligada ao novo padrão exigido pela cidade no começo dos anos 80. A medida que conquistam seu próprio espaço e abandonam o nomadismo, ocorre um aumento progressivo das favelas e vilas tornando sua presença ainda mais intensa pelo fato de se instalarem em lugares precários e de bastante risco.
Mesmo sendo vulneráveis a essas condições precárias, a elaboração de uma favela dá origem a territorialização, dando uma oportunidade para que os moradores possam ter total direito sobre aquele lugar, como por exemplo, o Parque Universitário.
A importância da família faz com que os pobres vivam verdadeiramente, é na família que está a base de tudo, inclusive de sobrevivência. Na família há uma tradição patriarcal constituída por um valor de moral e conduta, com o objetivo de uma melhor organização para se preservarem contra os efeitos de suas condições precárias.
Relacionando o trabalho e a família, o papel do marido ainda é de um valor moral representado dentro e fora da casa. Já o da esposa é coordenar o trabalho doméstico e a educação dos filhos. O emprego leva a autovalorização, amor próprio e dignidade, as como na maioria das situações a falta dele traz o afastamento do ‘’status’’ social exigido pela sociedade, comprometendo assim a sobrevivência e a auto-etima.
A pobreza passa a fazer com que os pobres procurem o sentido de suas vidas lutando por novos caminhos e sonhos, podendo assim transformar obstáculos em superação.
A meta dessas pessoas sempre será ‘’mudar de vida’’, para que possam desfrutar de uma condição estável para com a sociedade, porque mais que qualquer coisas eles também querem ser reconhecidos como cidadãos.  

18 de fev. de 2010

Fim...

Uma frase martela na minha cabeça desde a hora que eu acordo até quando vou dormir: still feel the pain, still feel the pain, still feel the pain... and somehow I knew... pronto, acaba!

Eu disse que ia perder minha ilusão, eu perdi. Disse também que ia perder meu melhor amigo, pois bem, eu perdi, e com isso tudo, perdi minha saude. 

Tudo tem seu tempo, mas se você olhar pro futuro e cometer um erro... muda toda a historia, o curso das coisas... e infelizmente não há como voltar atrás.


E... eu vou embora. Quando eu voltar, só vou ser apenas 'aquela' pra algumas pessoas...

24 de jan. de 2010

such a chill...

O coronel vive na sua velha casa, na companhia da sua mulher, doente asmática, e aguarda desde há longos anos pela chegada de uma carta que lhe anunciará a tão ansiada pensão, recompensa dos muitos anos de guerra. Semana após semana o coronel prepara-se solenemente e, orgulhoso, espera eternamente pela chegada da carta e pelo cumprir da promessa. Todos na localidade sabem que a espera será em vão, até mesmo ele próprio.Mas fecha os olhos à realidade, agarra-se ao sonho e recusa-se a desistir. É a única coisa que lhe resta.

Estou fechando meus olhos pra realidade, dizem que o amor é a melhor estratégia, mas eu não estou conseguindo nada através dele, mas apesar de tudo ainda continuo buscando meu equilíbrio, afinal ele depende do que soubermos e quisermos enxergar. Sou tão fútel e medíocre as vezes, eu poderia ser muita mais feliz do que geralmente me permito ser, mas tenho medo do preço que posso pagar por pensar assim. Sou covarde, sou também transição e processo. E isso me pertuba!

A maturidade está me ensinando coisas boas, mas nem sempre aprendi bem a lição... espero que quando eu estiver mais velha, ela me ensine ainda mais e me deixe mais 'receptiva'. Quando eu era pequena, eu gostava de ficar sozinha, quieta e desenhando no chão da casa da minha avó, nunca brinquei de bonecas ou com minhas amigas da rua. Hoje em dia, temo esse 'ficar sozinha', talvez porque o denominam como 'isolamento'.

Perder dói...
Não há como não sofrer, é muita tolice. A dor chega a ser importante, fazendo com que surja uma força; por mais estranho que seja, o mesmo sofrimento que me derruba me faz voltar a crescer, ou seja, estou me permito sofrer, mas é melhor ninguém interferir, apenas atenda aos meus chamados, e me faça acreditar que você esta do meu lado.

Permitam-me o luto no período sensato. Me ajudem não interferindo demais. Até aceito o telefonema, a visita e o abraço, mas por favor... não me peçam alegria sempre, isso não é um dever... e estou perdendo minha ilusão, vou perder um amigo, e logo mais perderei minha saúde.

Então, por um momento, uma semana, um mês ou mais... me deixem sofrer.

16 de jan. de 2010

Suicídio: fuga ou fracasso?

Minhas anotações sobre "O Suicídio..." em uma palestra na UESPI/FACIME (Universidade Estadual do Piauí)


A cada 3 segundos, morre alguém por suicídio.
As mortes de suicídio são pouco comentadas (porque será?)
Poucas pessoas conversam com as pessoas próximas do suicídio
Há um sentimento de impotência muito grande ao suicídio, muitas pessoas não sabem o porque.

Nietzsche foi um dos pesquisadores que mais falou sobre suicídio:
"A ideia do suicídio é um potente meio de conforto: com ela superamos muitas noites más."
"O Estado é onde todos bebem veneno, os bons e os maus; onde todos se perdem a si mesmo, os bons e os maus; onde o lento suicídio de todos se chama "a vida".
"O suicídio é admitir a morte no tempo certo e com liberdade."

Sentimentos de rejeição é o pensamento principal de um suicida (cuide de pessoas que tem esse sintoma)
Entre 1993 - 2002, os suicídios no país passaram de 5,553 para 7,715(fote: UNESCO), e os que mais cometem são pessoas jovens ou idosas, porém é entre os jovens que o suicídio mais chama atenção.

O impacto psicológico e social do suicídio em uma família e na sociedade é imensurável.

Nos países desenvolvidos, os suicídios representam 1 a 2% de todas as mortes. No ano 2000, um número de 10-20 milhões de pessoas tentaram suicídio.

Matérias sobre suicídio:
O Irã entra em alerta com o "Suicídio de Golfinhos"
desempregado mata tios, vizinha e se suicida
Homem ateia fogo ao corpo por causa de jantar ruim

Há algo no sofrimento que é inevitável e enquanto seres humanos, sofremos!
Vivemos hoje em uma cultura NIILISTA(O niilismo foi um movimento cultural que influenciou a juventude aristocrática russa na segunda metade do século XIX. A maioria dos seus adeptos era a favor de reformas democráticas e da abolição da servidão do sistema do Kreopostnoje Pravo, razões pelas quais foram posteriormente perseguidos.), uma vontade do "NADA" que consome e enfraquece os fortes.

Ajudem-os: algumas propostas terapeuticas
     * a inclusão do sigilo no contrato
     * sinais de intencionalidade e letalidade
     * exploração do fenômeno suicida
     * não há família preparada para acompanhar o filho suicida
     * projetos educativos, com o intuito de aumentar o conhecimento público e profissional dos fatores de risco para o suicídio

Se possível assitam esse documentário sobre Suicídio: "A ponte' - documentário chocante sobre o suicidas em São Francisco