16 de jan. de 2011
Get Real.
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão pra qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Bem... entusiasmos de dezembro à parte, eu diria que é impossível que num curto prazo de 12 meses, tudo se realize. Seria pedir demais ao destino.
É dentro de você que o ano novo cochila e espera desde sempre.
5 de dez. de 2010
Será apresentado resumidamente uma visão panorâmica e critica da psicologia contemporânea. Recentemente, começaram a ser elaborados os primeiro objetos de psicologia como ciência independente, só a partir da segunda metade do século XIX surgiram homens que pretendiam reservar aos estudos psicológicos um território próprio. Para criar uma nova ciência é preciso mostrar que ela tem um objeto próprio e métodos adequados ao estudo de um objeto próprio capaz de firma-se como uma ciência independentes das outras áreas do saber.
Na Idade moderna, físicos, anatomistas, médicos trataram de diversos aspectos dos comportamentos involuntários e voluntários do homem, começaram então, a se constituir as ciências da sociedade tratando das suas ações e das suas obras mais importantes para a sociedade.
A situação da psicologia cientifica por um lado reivindica um lugar à parte entre as ciências e por outro, não conseguiu se desenvolver sem estabelecer relações cada vez mais estreitas com as ciências biológicas e com as da sociedade. Isso justifica a posição de Comte de que não há lugar pra uma psicologia independente.
Para que exista um interesse em conhecer cientificamente o “psicológico” é necessário uma experiência muito clara da subjetividade privatizada e também da crise dessa subjetividade. A privatização esta relacionada a um desejo de sermos livres para decidir nosso destino e essa experiência de sermos sujeitos capazes de decisões, sentimentos e emoções só se desenvolve, se aprofunda e se difunde amplamente em uma sociedade com determinadas características.
A partir dessa experiência da subjetividade privatizada surgem questões como: quem sou eu, como sinto, o que desejo, o que considero justo e adequado?. O homem descobre portanto, que é capaz de tomar suas próprias decisões e que é responsável por elas, tendo como conseqüência o desenvolvimento da reflexão moral e do sentido da tragédia. É também numa situação como esta que os homens são levados a se questionar acerca de que é certo e do que é errado e a procurar na sua própria consciência uma resposta para essa questão.
O renascimento foi uma período muito rico em variedade de formas e experiências e de produção intensa de conhecimento. O homem viu-se obrigado a escolher seus caminhos e arcar comas conseqüências de suas opções, sendo assim, houve uma valorização cada vez maior o do homem, que passou a ser pensado como centro do mundo e o mundo passou a ser considerado cada vez menos como sagrado e mais como objeto de uso. Por conseqüência dessa grande valorização e confiança no homem, nasceu o humanismo moderno.
Os estudo sobre a modernidade costuma identificar como seu ponto de partida o pensamento de Descartes, o fundador do racionalismo moderno. Descartes pretende estabelecer as condições de possibilidade para que obtenhamos um conhecimento seguro da verdade, portanto, somente idéias absolutamente claras e distintas poderiam ser consideradas verdadeiras e servir de base para a filosofia e as ciências.
Francis Bacon, pode ser considerado como o fundador do moderno empirismo, a diferença entre Bacon e Descartes era que para Bacon a razão deixada em total liberdade pode-se tornar tão especulativa e delirante que nada do que produza seja digno de credito. Hume, chega a negar que o “eu” seja algo estável e substancial que permaneça idêntico a si mesmo ao longo da diversidade de suas experiências. Kant, procura opor-se a essa formulações tão radicais, mas aceita a problematização da crença em conhecimentos absolutos.
O século XVIII trouxe outras formas de critica às pretensões do “eu”, da razão universal e do Método. O romantismo nasceu no final do século XVIII como uma crítica ao iluminismo, ou seja, à idéia cartesiana de que o homem é essencialmente um ser racional é contraposta a idéia de que o homem é um ser passional e sensível. Assim, o romantismo é um momento essencial na crise do sujeito moderno pela destituição do “eu” de seu lugar privilegiado de senhor soberano, por outro lado, o romantismo traz a experiência de que o homem possui níveis de profundidade que ele mesmo desconhece, havendo uma grande valorização de individualidade e da intimidade.
Nos séculos XVIII e XIX a ideologia liberal iluminista e o romantismo se tornaram duas formas de pensamento que refletem muito as experiências da subjetividade privatizada numa sociedade em desenvolvimento. Tanto na Ideologia Liberal como no romantismo se expressam os problemas da experiência subjetiva privatizada: segundo a ideologia liberal, todos são iguais, mas tem interesses próprios; segundo o Romantismo, cada um é diferente mas sente saudade do tempo em que todos viviam comunitariamente e espera pelo retorno desse tempo.
Quando a subjetividade privatizada entra em crise descobre-se que a liberdade e a diferença são, em grande medida, ilusões, quando se descobre a presença forte, mas sempre disfarçada, das disciplinas em todas as esferas da vida, inclusive nas mais intimas e profundas. Os interesses particulares levam a conflitos e quando os homens passam pelas experiências de uma subjetividade privatizada e ao mesmo tempo percebem que não são tão livres e tão singulares quanto imaginavam, ficam perplexos.
Será mencionado agora alguns dos projetos de psicologia como ciência independente. A começar com Wundt, a psicologia para ele era uma ciência intermediaria entre as ciências da natureza e as ciências da cultura, o objetivo da psicologia é, para Wundt, a experiência imediata dos sujeitos. A dificuldade de Wundt era a de entender como mente e corpo se ligavam uma à outra em uma unidade psicofísica – o homem. Sendo assim, ele acaba criando duas psicologias: a psicologia fisiológica experimental e a psicologia social ou “dos povos”, cuja preocupação é exatamente a de estudar os processos criativos em que a causalidade psíquica aparece com mais força.
Depois de Wundt inúmeros autores tentaram colocar a psicologia no campo apenas das ciências naturais. Titchener redefine a psicologia como sendo a experiência dependente de um sujeito. Tichener não nega a existência da mente, mas esta perde sua autonomia: depende sempre e se explica completamente em termos do sistema nervoso; também defende a posição denominada paralelismo psicofísico, em que os atos mentais ocorrem lado a lado a processos psicofisiológicos.
Em oposição à psicologia ticheriana, surgiu nos EUA o movimento da psicologia funcional definindo a psicologia como uma ciência biológica interessada em estudar processos, operações e atos psíquicos como formas de interação adaptativa. Para os psicólogos funcionalistas, o objeto da psicologia são esses processos e operações mentais, mas o estudo cientifico desses processos exige uma diversidade de métodos. Em compensação, se os processos e operações mentais expressam em comportamentos e estes são facilmente observáveis, pode-se estudar indiretamente a mente a partir dos comportamentos adaptativos.
No começo do século XX nasce um outro projeto de psicologia cientifica: o comportamentalismo. Segundo esse projeto, o objeto da psicologia cientifica já não é a mente e sim, o próprio comportamento e suas interações com o ambiente. O método deve ser o de qualquer ciência: observação e experimentação, mas sempre envolvendo comportamentos publicamente observáveis e evitando a auto-observação.
O comportamentalismo foi criado com base em muitas das posições defendidas por aquelas mesma correntes que, de uma certa forma, criaram as condições favoráveis para seu desenvolvimento. Com o comportamentalismo, os estudos psicológicos a experiência imediata não era mais considerada. Nessa medida, o sujeito do comportamento não é um sujeito que sente, pensa, decide, deseja, e é responsável por seus atos: é apenas um organismo.
O comportamentalismo watsoriano interessa-se exclusivamente pelo comportamento observável, com o objetivo muito prático de prevê-lo e controla-lo de forma mais eficaz. Ainda no começo do século XX surgiu outro projeto de psicologia cientifica e denominou-se psicologia da gestalt. Os gestaltistas partiam da experiência imediata e adotavam, como procedimento para captação da experiência tal como se dava ao sujeito, o método fenomenológico.
Skinner desenvolve um novo projeto de psicologia cientifica. Embora se trate de um comportamentalismo, o projeto de Skinner afasta-se imensamente do de Watson, sendo um erro absurdo reuni-los numa mesma analise. Skinner torna-se importante para a psicologia quando se põe a falar da subjetividade: do mundo privado das sensações, dos pensamentos, das imagens, etc. Skinner não rejeita a experiência imediata, mas trata de entender sua gênese e sua natureza. O projeto de psicologia skinneriano pode ser, então, caracterizado como o do reconhecimento e critica da noção de experiência imediata a partir de um ponto de vista social.
A perspectiva de estudar a gênese do sujeito, levando em consideração sua experiência imediata, une Piaget e Freud. Ambos partem em suas teorizações de certos pressupostos biológicos, mas em nenhum dos casos a experiência imediata dos sujeitos é reduzida a seus condicionantes naturais. Piaget, estuda o desenvolvimento das funções cognitivas, ele observa o comportamento de crianças e pede a elas que descrevam o que estão fazendo; pede, também que justifiquem o que e como estão fazendo. Seu objetivo é, antes de tudo, tentar entender a experiência imediata das crianças, como elas vivem, percebem e pensam sobre o mundo.
Enfim, a psicologia esta hoje, como desde o inicio, dividida entre diferentes linhas de pensamento. As psicologias convertem-se quase sempre numa visão de mundo altamente subjetivista e individualista. Com isso, as teorias psicológicas que não se restringem à experiência imediata da subjetividade individualizada tem se tornado uma forma de manter a ilusão da liberdade e da singularidade de cada um, em vez de compreender e explicar o que há de ilusório nessas idéias.
28 de out. de 2010
Transtorno Obsessivo – Compulsivo
O aspecto essencial desse transtorno são pensamentos obsessivos (idéias, imagens ou impulsos que entram na mente do individuo repetidamente de uma forma estereotipada) ou compulsivos recorrentes(comportamentos estereotipados que se repetem muitas vezes) e o paciente usualmente tenta, sem sucesso, resistir-lhes. Sintomas autônomos de ansiedade estão muitas vezes presentes, porém sentimentos angustiantes de tensão interna ou psíquica sem excitação autônoma óbvia são comuns. Indivíduos com transtorno obsessivo-compulsivo frequentemente tem sintomas depressivos e pacientes sofrendo de transtorno depressivo recorrente podem desenvolver pensamentos obsessivos durante seus episódios de depressão. Transtorno obsessivo-compulsivo é igualmente comum em homens e mulheres e frequentemente há aspectos anancásticos proeminentes na personalidade de base. Para um diagnóstico definitivo, sintomas obsessivos, atos compulsivos ou ambos devem estar presentes na maioria dos dias por pelo menos duas semanas consecutivas. Os sintomas obsessivos devem ter as seguintes características:
· Pensamentos ou impulsos do próprio individuo;
· Deve haver um pensamento ou ato que é ainda resistido, sem sucesso;
· O pensamento de execução do ato não deve ser em si prazeroso;
· Os pensamentos, imagens ou impulsos devem ser desagradavelmente repetitivos.
Em suma, ao invés de “soltar-se” e serem espontâneos em seus relacionamentos pessoais, tais indivíduos vivem por trás de uma barragem onde tudo é controlado e emocionalmente pouco modulado. As pessoas com o transtorno de personalidade obsessivo-compulsivo não são particularmente felizes; elas não reservam tempo para prazer ou relaxamento e estão constantemente se preocupando sobre perder algum detalhe e falhar.
Exemplo: Um homem de meia-idade é atormentado pela idéia de que pode ferir outras pessoas por negligência. Não consegue sair de casa sem antes passar por um longo ritual de verificação, onde se certifica diversas vezes de que os bicos de gás do fogão e as torneiras estão fechados.
29 de set. de 2010
Güç İstenc
When he looked into her dark eyes, and saw that her lips were poised between a laugh and silence, he learned the most important part of the language that all the world spoke - the language that everyone on earth was capable of understanding in their heart. It was love. Something older than humanity, more ancient than the desert. Something that exerted the same force wherever two pairs of eyes met, as had theirs here at the well. She smiled, and that was certainly an omen - the omen he had been awaiting, without even knowing he was, for all his life. The omen he had sought to find with his sheep and in his books, in the crystals and in the silence of the desert. It was the pure Language of the World. It required no explanation, just as the universe needs none as it travels through endless time. What the boy felt at that moment was that he was in the presence of the only woman in his life, and that, with no need for words, she recognized the same thing. He was more certain of it than of anything in the world. He had been told by his parents and grandparents that he must fall in love and really know a person before becoming committed. But maybe people who felt that way had never learned the uninversal language. Because, when you know that language, it’s easy to understand that someone in this world awaits you, whether it’s in the middle of the desert or in some great city. And when two such people encounter each other, and their eyes meet, the past and the future become unimportant. There is only that moment, and the incredibly certainty that everything under the sun has been written by one hand only. It is the hand that evokes love, and creates a twin soul for every person in the world. Without such love, one’s dreams would have no meaning.
11 de set. de 2010
and after all...
Talvez fosse melhor não ter a tranqüilidade de saber que as coisas ficam bem no final. Porque elas ficam, você sabe. Mas, às vezes, saber disso nos torna preguiçosos, nos tira o esforço de contribuir com essa melhora. E é tão difícil pensar de uma maneira diferente da maioria das pessoas, é tão difícil fazê-las acreditar que dar importância a coisas diferentes não significa não dar importância a nada. É que realmente o que importa pra mim não é impressionar, não é conquistar mais do que os outros. É simplesmente conquistar tudo o que eu preciso para ser feliz, ponto. Gosto do que gosto, do que me faz bem, sou feliz quando rodeada de pessoas queridas, quando não preciso explicar aos outros que realmente pouco me importa o que eles tanto prezam. Tenho tanto medo de me deixar conquistar por esse sonho médio imposto por sei-lá-quem, que às vezes penso que todo esse descaso seja só uma maneira de provar para mim que isto não vai acontecer. Esta minha falta de ambição deve realmente assustar muito as pessoas que se importam comigo e também com coisas que não me importam tanto assim. Talvez meus valores estejam deturpados... Ou talvez seja o contrário. Como saber? Não se sabe.
Antes, eu diria que é no medo de perder que eu perco. Hoje, digo que é no medo de perder que eu descubro que não tenho! Mas eu oscilo entre opostos, um dia você percebe... Auto-suficiência foi algo inventado, não vê? Ao perceber que não tenho, nada tenho a perder. E eu? Eu me dei. Agora posso parecer dependente, e depois...
"Como aqueles que, no convento, varrem o chão e lavam a roupa, servindo sem a glória de função maior, meu trabalho é o de viver os meus prazeres e as minhas dores. É necessário que eu tenha a modéstia de viver." (Clarice Lispector - O ovo e a galinha)
8 de set. de 2010
Lived, understood and disappointing.
Everything is more complicated than you think. You only see a tenth of what is true. There are a million little strings attached to every choice you make; you can destroy your life every time you choose. But maybe you won’t know for twenty years. And you may never ever trace it to its source. And you only get one chance to play it out. Just try and figure out your own divorce. And they say there is no fate, but there is: it’s what you create. And even though the world goes on for eons and eons, you are only here for a fraction of a fraction of a second. Most of your time is spent being dead or not yet born. But while alive, you wait in vain, wasting years, for a phone call or a letter or a look from someone or something to make it all right. And it never comes or it seems to but it doesn’t really. And so you spend your time in vague regret or vaguer hope that something good will come along. Something to make you feel connected, something to make you feel whole, something to make you feel loved. And the truth is I feel so angry, and the truth is I feel so fucking sad, and the truth is I’ve felt so fucking hurt for so fucking long and for just as long I’ve been pretending I’m OK, just to get along, just for, I don’t know why, maybe because no one wants to hear about my misery, because they have their own. Well, fuck everybody. Amen.
23 de ago. de 2010
Desire.
I was always bursting with vanity. I, I, I, is the refrain of my whole life, which could be heard in everything I said…It is quite true that I always lived free and powerful. I simply felt released in regard to all for the excellent reason that I recognized no equals. I always considered myself more intelligent than everyone else, as I’ve told you but also more sensitive and skillful.
Of course, true love is exceptional - two or three times a century, more or less. The rest of the time there is vanity or boredom.
Yes, I was bursting with a longing to be immortal. I was too much in love with myself not to want the precious object of my love never to disappear…true debauchery is liberating because it creates no obligations. In it you posses only yourself, hence it remains the favorite past-time of the greatest lovers of their own person…There is nothing frenzied about debauchery…it is but a long sleep.
Of course, true love is exceptional - two or three times a century, more or less. The rest of the time there is vanity or boredom.
Yes, I was bursting with a longing to be immortal. I was too much in love with myself not to want the precious object of my love never to disappear…true debauchery is liberating because it creates no obligations. In it you posses only yourself, hence it remains the favorite past-time of the greatest lovers of their own person…There is nothing frenzied about debauchery…it is but a long sleep.
14 de ago. de 2010
Sometimes...
Sometimes, there are things in our life that aren’t meant to stay. Sometimes, change may not be what we want. Sometimes, change is exactly what we need. And sometimes, saying goodbye is the hardest thing you think you’ll never have to do, but sometimes, saying hello again is the thing that breaks you down and makes you more vulnerable than you ever though possible. Sometimes, change is too much to bear. But most of the time, change is the only thing saving your life.
''I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star in somebody else's sky, but why, why, why can't it be, can't it be mine??''
13 de ago. de 2010
Nec plus ultra
O tempo não passa de uma ilusão. Einstein nos disse. O que os físicos quanticos e Einstein afirmam é que tudo esta acontecendo simultaneamente. Se você entender que não existe tempo e aceitar esse conceito, verá que tudo o que possa vir a querer no futuro já existe.
Não há tempo e não há tamanho para o Universo. "Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de abraçar e tempo de afastar-se; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz." (Eclesiastes)
Newton propõe uma doutrina condensada em duas proposições: 1) há um tempo real, absoluto e matemático, que se escoa uniformemente em virtude de sua própria natureza, independentemente de qualquer circunstância exterior; 2) há um espaço absoluto, que permanece sempre o mesmo, em virtude de sua própria natureza, independentemente de circunstâncias exteriores, e imóvel.
Quando Einstein publicou a Teoria da Relatividade, sua noção filosófica era: tudo, sob certos aspectos, é relativo. Seu ponto de partida era não considerar o tempo e o espaço como absolutos, como ele mesmo escreveu '' a separação do tempo e do espaço é uma teoria ilusória, pois eles se interpenetram''. Isolar esses dois elementos é como mutilar o pensamento, pois tempo e espaço não se separam, eles são relativos, se unem dando origem a uma quarta dimensão do mundo.
Ora, se o tempo é relativo, os acontecimentos podem ser denominados simultâneos, e como cada observador tem seu próprio tempo, dois acontecimentos que, ocorridos em lugares diversos, são simultâneos para um observador, não são para outro. Tudo depende do observador, a ordem temporal dos acontecimentos depende parcialmente do observador, não é sempre uma ordenação intrínseca dos acontecimentos.
O tempo cósmico e universal, que eram considerados como certos, não é mais admissível. Para cada corpo existe uma ordenação temporal definida pelos acontecimentos ao seu redor. Nossa própria exeperiência, é governada pelo tempo de nosso corpo. Como permanecemos aproximadamente em repouso sobre a Terra, os tempos próprios, dos diferentes seres humanos podem ser considerados como o tempo terrestre.
8 de ago. de 2010
I can swim, let's dive again.
"Eu poderia morrer, mas eu poderia mentir. Eu não posso lidar com o que está em sua mente, enfim, eu estou cansada e me sinto preguiçosa. Você sabe que nós dois estamos perdidos no labirinto, você está triste, estou tão confusa..."
28 de fev. de 2010
Poverty
No inicio do século XX surgiram diversas representações da pobreza na sociedade brasileira. Em conseqüência disso quem não possuía um emprego era automaticamente titulado como “vagabundo”, preguiçoso ou vadio.
Com o passar dos anos o número de desempregados aumentou e isso não passou a ser apenas uma questão individual e sim estrutural. O crescimento acelerado das grandes cidades deu origem à formação de periferias, onde o “pobre” passa a ser identificado como o morador desta e alvo de várias críticas da sociedade.
Surgem, portanto, as políticas públicas para que se possa compreender os acontecimentos vividos por famílias pobres e quais efeitos suas condições de vida representam sobre a sociedade. E a partir disso, pode-se chegar à conclusão de que a pobreza é composta por uma categoria relativa e multidimensional.
Em Teresina, a história dos pobres está ligada ao novo padrão exigido pela cidade no começo dos anos 80. A medida que conquistam seu próprio espaço e abandonam o nomadismo, ocorre um aumento progressivo das favelas e vilas tornando sua presença ainda mais intensa pelo fato de se instalarem em lugares precários e de bastante risco.
Mesmo sendo vulneráveis a essas condições precárias, a elaboração de uma favela dá origem a territorialização, dando uma oportunidade para que os moradores possam ter total direito sobre aquele lugar, como por exemplo, o Parque Universitário.
A importância da família faz com que os pobres vivam verdadeiramente, é na família que está a base de tudo, inclusive de sobrevivência. Na família há uma tradição patriarcal constituída por um valor de moral e conduta, com o objetivo de uma melhor organização para se preservarem contra os efeitos de suas condições precárias.
Relacionando o trabalho e a família, o papel do marido ainda é de um valor moral representado dentro e fora da casa. Já o da esposa é coordenar o trabalho doméstico e a educação dos filhos. O emprego leva a autovalorização, amor próprio e dignidade, mas como na maioria das situações a falta dele traz o afastamento do ‘’status’’ social exigido pela sociedade, comprometendo assim a sobrevivência e a auto-etima.
A pobreza passa a fazer com que os pobres procurem o sentido de suas vidas lutando por novos caminhos e sonhos, podendo assim transformar obstáculos em superação.
A meta dessas pessoas sempre será ‘’mudar de vida’’, para que possam desfrutar de uma condição estável para com a sociedade, porque mais que qualquer coisas eles também querem ser reconhecidos como cidadãos.
No inicio do século XX surgiram diversas representações da pobreza na sociedade brasileira. Em conseqüência disso quem não possuía um emprego era automaticamente titulado como “vagabundo”, preguiçoso ou vadio. Com o passar dos anos o numero de desempregados aumentou e isso não passou a ser apenas uma questão individual e sim estrutural. O crescimento acelerado das grandes cidades deu origem à formação de periferias, onde o “pobre” passa a ser identificado como o morador desta e alvo de várias críticas da sociedade.
Surgem, portanto, as políticas públicas para que se possa compreender os acontecimentos vividos por famílias pobres e quais efeitos suas condições de vida representam sobre a sociedade. E a partir disso, pode-se chegar à conclusão de que a pobreza é composta por uma categoria relativa e multidimensional.
Em Teresina, a história dos pobres está ligada ao novo padrão exigido pela cidade no começo dos anos 80. A medida que conquistam seu próprio espaço e abandonam o nomadismo, ocorre um aumento progressivo das favelas e vilas tornando sua presença ainda mais intensa pelo fato de se instalarem em lugares precários e de bastante risco.
Mesmo sendo vulneráveis a essas condições precárias, a elaboração de uma favela dá origem a territorialização, dando uma oportunidade para que os moradores possam ter total direito sobre aquele lugar, como por exemplo, o Parque Universitário.
A importância da família faz com que os pobres vivam verdadeiramente, é na família que está a base de tudo, inclusive de sobrevivência. Na família há uma tradição patriarcal constituída por um valor de moral e conduta, com o objetivo de uma melhor organização para se preservarem contra os efeitos de suas condições precárias.
Relacionando o trabalho e a família, o papel do marido ainda é de um valor moral representado dentro e fora da casa. Já o da esposa é coordenar o trabalho doméstico e a educação dos filhos. O emprego leva a autovalorização, amor próprio e dignidade, as como na maioria das situações a falta dele traz o afastamento do ‘’status’’ social exigido pela sociedade, comprometendo assim a sobrevivência e a auto-etima.
A pobreza passa a fazer com que os pobres procurem o sentido de suas vidas lutando por novos caminhos e sonhos, podendo assim transformar obstáculos em superação.
A meta dessas pessoas sempre será ‘’mudar de vida’’, para que possam desfrutar de uma condição estável para com a sociedade, porque mais que qualquer coisas eles também querem ser reconhecidos como cidadãos.
18 de fev. de 2010
Fim...
Uma frase martela na minha cabeça desde a hora que eu acordo até quando vou dormir: still feel the pain, still feel the pain, still feel the pain... and somehow I knew... pronto, acaba!
Eu disse que ia perder minha ilusão, eu perdi. Disse também que ia perder meu melhor amigo, pois bem, eu perdi, e com isso tudo, perdi minha saude.
Tudo tem seu tempo, mas se você olhar pro futuro e cometer um erro... muda toda a historia, o curso das coisas... e infelizmente não há como voltar atrás.
E... eu vou embora. Quando eu voltar, só vou ser apenas 'aquela' pra algumas pessoas...
Tudo tem seu tempo, mas se você olhar pro futuro e cometer um erro... muda toda a historia, o curso das coisas... e infelizmente não há como voltar atrás.
E... eu vou embora. Quando eu voltar, só vou ser apenas 'aquela' pra algumas pessoas...
24 de jan. de 2010
such a chill...
O coronel vive na sua velha casa, na companhia da sua mulher, doente asmática, e aguarda desde há longos anos pela chegada de uma carta que lhe anunciará a tão ansiada pensão, recompensa dos muitos anos de guerra. Semana após semana o coronel prepara-se solenemente e, orgulhoso, espera eternamente pela chegada da carta e pelo cumprir da promessa. Todos na localidade sabem que a espera será em vão, até mesmo ele próprio.Mas fecha os olhos à realidade, agarra-se ao sonho e recusa-se a desistir. É a única coisa que lhe resta.
Estou fechando meus olhos pra realidade, dizem que o amor é a melhor estratégia, mas eu não estou conseguindo nada através dele, mas apesar de tudo ainda continuo buscando meu equilíbrio, afinal ele depende do que soubermos e quisermos enxergar. Sou tão fútel e medíocre as vezes, eu poderia ser muita mais feliz do que geralmente me permito ser, mas tenho medo do preço que posso pagar por pensar assim. Sou covarde, sou também transição e processo. E isso me pertuba!
A maturidade está me ensinando coisas boas, mas nem sempre aprendi bem a lição... espero que quando eu estiver mais velha, ela me ensine ainda mais e me deixe mais 'receptiva'. Quando eu era pequena, eu gostava de ficar sozinha, quieta e desenhando no chão da casa da minha avó, nunca brinquei de bonecas ou com minhas amigas da rua. Hoje em dia, temo esse 'ficar sozinha', talvez porque o denominam como 'isolamento'.
Perder dói...
Não há como não sofrer, é muita tolice. A dor chega a ser importante, fazendo com que surja uma força; por mais estranho que seja, o mesmo sofrimento que me derruba me faz voltar a crescer, ou seja, estou me permito sofrer, mas é melhor ninguém interferir, apenas atenda aos meus chamados, e me faça acreditar que você esta do meu lado.
Permitam-me o luto no período sensato. Me ajudem não interferindo demais. Até aceito o telefonema, a visita e o abraço, mas por favor... não me peçam alegria sempre, isso não é um dever... e estou perdendo minha ilusão, vou perder um amigo, e logo mais perderei minha saúde.
Então, por um momento, uma semana, um mês ou mais... me deixem sofrer.
16 de jan. de 2010
Suicídio: fuga ou fracasso?
Minhas anotações sobre "O Suicídio..." em uma palestra na UESPI/FACIME (Universidade Estadual do Piauí)
A cada 3 segundos, morre alguém por suicídio.
As mortes de suicídio são pouco comentadas (porque será?)
Poucas pessoas conversam com as pessoas próximas do suicídio
Há um sentimento de impotência muito grande ao suicídio, muitas pessoas não sabem o porque.
Nietzsche foi um dos pesquisadores que mais falou sobre suicídio:
"A ideia do suicídio é um potente meio de conforto: com ela superamos muitas noites más."
"O Estado é onde todos bebem veneno, os bons e os maus; onde todos se perdem a si mesmo, os bons e os maus; onde o lento suicídio de todos se chama "a vida".
"O suicídio é admitir a morte no tempo certo e com liberdade."
Sentimentos de rejeição é o pensamento principal de um suicida (cuide de pessoas que tem esse sintoma)
Entre 1993 - 2002, os suicídios no país passaram de 5,553 para 7,715(fote: UNESCO), e os que mais cometem são pessoas jovens ou idosas, porém é entre os jovens que o suicídio mais chama atenção.
O impacto psicológico e social do suicídio em uma família e na sociedade é imensurável.
Nos países desenvolvidos, os suicídios representam 1 a 2% de todas as mortes. No ano 2000, um número de 10-20 milhões de pessoas tentaram suicídio.
Matérias sobre suicídio:
O Irã entra em alerta com o "Suicídio de Golfinhos"
desempregado mata tios, vizinha e se suicida
Homem ateia fogo ao corpo por causa de jantar ruim
Há algo no sofrimento que é inevitável e enquanto seres humanos, sofremos!
Vivemos hoje em uma cultura NIILISTA
Ajudem-os: algumas propostas terapeuticas
* a inclusão do sigilo no contrato
* sinais de intencionalidade e letalidade
* exploração do fenômeno suicida
* não há família preparada para acompanhar o filho suicida
* projetos educativos, com o intuito de aumentar o conhecimento público e profissional dos fatores de risco para o suicídio
Se possível assitam esse documentário sobre Suicídio: "A ponte' - documentário chocante sobre o suicidas em São Francisco
15 de jan. de 2010
The way we talk
Um antagonista debochado e assassino nasce dentro de nós e, mesmo com criação pariental mais cuidadosa, sua unica função é a de tentar transformar todas as encruzilhadas em ruas sem saída. Ele isola a mulher da sua natureza intuitiva, quando termina seu trabalho destrutivo, ele deixa a mulher com os sentimentos entorpecidos, sentindo-se frágil...
Barba-azul, o homem sinistro que habita a psique de todas as mulheres, o predador inato. Para conter o predador natural da psique, é necessário que as mulheres permanceçam de posse de todos os seus poderes instintivos. Algum deles são o Insigth, a intuição, a resistência, a tenacidade no amor, a percepção aguçada, o alcance da sua visão, a audição apurada, os cantos sobre os mortos, a cura intuitiva e o cuidado com seu próprio fogo criativo.
Na interpretação psicológica, recorremos a todos os aspectos do conto de fadas para nos ajudar a represetar o drama interno à psique de uma unica mulher.
O barba-azul simboliza um complexo profundamente recluso que fica espreitando às margens da vida da mulher, observando, à espera de uma oportunidade para atacar. embora ele possa se apresentar simbolicamente de modo semelhante ou diferente nas psiques masculinas, ele é um inimigo ancestral e contemporâneo dos dois sexos.
Barba-azul, o homem sinistro que habita a psique de todas as mulheres, o predador inato. Para conter o predador natural da psique, é necessário que as mulheres permanceçam de posse de todos os seus poderes instintivos. Algum deles são o Insigth, a intuição, a resistência, a tenacidade no amor, a percepção aguçada, o alcance da sua visão, a audição apurada, os cantos sobre os mortos, a cura intuitiva e o cuidado com seu próprio fogo criativo.
Na interpretação psicológica, recorremos a todos os aspectos do conto de fadas para nos ajudar a represetar o drama interno à psique de uma unica mulher.
O barba-azul simboliza um complexo profundamente recluso que fica espreitando às margens da vida da mulher, observando, à espera de uma oportunidade para atacar. embora ele possa se apresentar simbolicamente de modo semelhante ou diferente nas psiques masculinas, ele é um inimigo ancestral e contemporâneo dos dois sexos.
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